49 3328 4874
ÁREA DO CLIENTE

TOPO

Postado em 28 de Junho de 2019 às 16h42

Síndrome da Suspensão Inerte: você sabe o que é?

Tríade Inspeção Industrial - Chapecó/SC Também conhecida como hipotensão ortostática, trauma de suspensão inerte e síndrome da cadeirinha, a síndrome da suspensão inerte é resultado das...

Também conhecida como hipotensão ortostática, trauma de suspensão inerte e síndrome da cadeirinha, a síndrome da suspensão inerte é resultado das situações em que há queda e o cinto de segurança detém a queda, mantendo a pessoa suspensa no ar, sem apoio dos pés e das pernas.

As fitas do cinto (material indispensável ao trabalho em altura) comprimem o fluxo sanguíneo, impossibilitando a passagem adequada do sangue pelas veias e artérias dos membros inferiores, impedindo o correto funcionamento do sistema circulatório.

Em questão de minutos, a frequência cardíaca aumenta para tentar normalizar a circulação sanguínea. Porém, o organismo percebe que esta não é uma medida eficaz, e reduz a pressão arterial e o fluxo sanguíneo. Isto faz com que o sangue fique represado nos membros inferiores, diminuindo a quantidade de oxigênio tanto nestes membros quanto no cérebro.

O estrangulamento causado pelo cinto pode causar edemas e liberar toxinas (acidose) por isquemia leve, que pode levar a trombose venosa, insuficiência renal, embolia pulmonar e fabricação de ácidos nos músculos.

O aparacimento dos primeiros sintomas vai depender de cada organismo, geralmente, aparecem após 5 minutos de suspensão e evoluem rapidamente. Se não houver o resgate, em até 8 minutos, pode ocorrer enfarte ruptura do miocárdio, levando o colaborador a óbito. Aqui fazemos um adendo sobre este assunto: a síndrome da suspensão inerte é também conhecida como síndrome da cadeirinha não somente pela posição em que o trabalhador fica após a queda, ela também afeta bebês que ficam suspensos em suas cadeirinhas ou andadores.

A NR 35 traz medidas de prevenção e requisitos para organização do trabalho em altura:
- Este tipo de trabalho só pode ser realizado por funcionários autorizados e devidamente treinados. Os treinamentos devem durar, no mínimo, 8 horas e ter a supervisão de um técnico em segurança do trabalho;
- A empresa deve ter, obrigatoriamente, a avaliação do estado de saúde do trabalhador, que deve estar aderente ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);
- A empresa é obrigada a oferecer os EPIs adequados e monitorar sua correta utilização. Ela deve, também, ter arquivado todos os documentos necessários a execução do trabalho em altura, incluindo a análise de redução de riscos;
- Os trabalhadores devem seguir as normas de segurança do trabalho implantadas pela empresa e as contidas nas diversas NRs, usar corretamente os EPIs e informar os responsáveis em caso de potenciais situações de risco.

Como um acidente envolvendo quedas é sempre grave, todos os envolvidos devem saber como agir neste tipo de situação. Técnica, equipamento e conhecimento deixa o ambiente de trabalho mais seguro e pode salvar vidas.

  • Tríade Inspeção Industrial - Chapecó/SC -

Veja também

Movimentação de chapas de mármore, granito e outras rochas.18/12/19 A NR 11 estabelece requisitos a serem observados nos locais de trabalho em relação ao transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de vários tipos de materiais, inclusive das chapas de rochas ornamentais, como mármores e granitos. Geralmente, os acidentes com esse tipo de material é grave, justamente em função da sua densidade, que o torna mais......
INSPEÇÃO DE EPI CONTA QUEDA EM ALTURA: SAIBA COMO FAZER.17/12/18 De acordo com a NR 35, assim que novos equipamentos de segurança para trabalho em altura são recebidos, eles devem passar por uma inspeção minuciosa antes de serem colocados em uso. Esses equipamentos abrangem cintos, talabartes,......

Voltar para BLOG